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LAGUNAE-LAGOAS – Atenção!... Levantou o braço direito, os legionários puxaram lentamente as cordas até os corpos perderem o contacto com o solo e baixaram-nos no instante seguinte em que o braço do centurião desceu. Quando se viram novamente em terra firme, o rosto vermelho e os olhos injectados, os presos tentaram alargar o nó com as mãos e friccionar o pescoço. – Pois será esta a nossa brincadeira, uma, duas, três vezes, até eu me esquecer de baixar o braço!... – voltou Arpius Celler. – E, então, acabou-se mesmo a vossa vida!... Dou-vos, porém a alternativa de me dizerdes a que grupo pertenceis, quem vos mandou atacar-nos e onde se encontra essa pessoa... Então, continuareis presos, mas, de imediato, nesta vida!... Que é que escolheis?... Os homens entreolharam-se, tentaram mais uma vez introduzir os dedos no laço de modo a diminuir a pressão da corda, mas continuaram silenciosos. – Bem, – disse o centurião com voz calma – vamos então prosseguir a festa!... Mas, agora, a a suspensão já poderá ser mais demorada!... Até poderá não terminar!...
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José Lopes Alves O meu presente trabalho, também de base histórica como os anteriores, insere-se numa época na qual o domínio de Roma na Península Ibérica já se verificava desde há trezentos e dezasseis anos, nos fins do século I da Era Actual, nele se dissecando comportamentos humanos e sociais numa área do centro da Terra Transmontana – a “minha aldeia” – onde sensivelmente se cruzam os limites longitudinal das regiões leste e oeste e latitudinal, de norte e sul, correspondentes, respectivamente, aos distritos de Bragança e Vila Real (outrora Braga) e às denominadas Terra Fria e Terra Quente. Antecede-se o contexto principal de algumas, simples e breves, considerações de ordem informativa, que se julgam úteis para bem situar e apreender o espírito do tema desenvolvido.
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