Uma Frescura de Asas

UMA FRESCURA DE ASAS
António Quadros

148 páginas. Formato 15×24,5cm
Capa mole com badanas
Colecção Europavizinha
ISBN 972-559-131-3
PVP € 8,40 (IVA 5% incluído)

Seis dias em Novembro de 1915. As horas decorrem e os factos, descobertos na novidade, transformam cada parcela do tempo na convergência das recordações com o sentir perto do fluir do tempo.

"Entreabro os olhos. É-me difícil, é-me penoso. Sou todo eu uma espécie de náusea, sinto-me muito mal, quisera continuar a dormir. Arranco-me a custo do meu sonho, dessa outra realidade confusa. Que figuras estranhas, distorcidas, que vulto sedutor a olhar-me, que sensações desconhecidas, contudo vagamente familiares?
Tudo agora, o onde estava, e me evanesce com esta luz fria do quarto do hospital, com este cheiro a desinfectantes, com esta agonia do meu corpo pesado e entorpecido. Se houvesse ficado lá...
Um vulto citilane, a apagar-se, a desaparecer, depois um luzeiro pálido, uma chama adormecida de vela ao longe, cada vez mais longe, eu queria segui-la, e no entanto a minha angústia sempre, este que eu continua a ser, este que sobra do que nunca fui."

 

Um romance insólito em que há ficação e há também verdade, em que as extraordinárias experiências e o singular destino de uma conhecida figura de político, de doutrinário e de pensador do princípio do século, são, não propriamente relatados com rigor biográfico, mas evocados no cntexto imaginoso de um romance. A história romanceada da dobragem do Século XIX para o Século XX.

António Quadros – autor de vasta obra, consagrada: "Viagem Desconhecida", "Imitação do Homem", "Ó Portugal, Ser Profundo" (poesia), "Anjo Branco, Anjo Negro", "Histórias do Tempo de Deus" (Prémio Ricardo Malheiros) (contos); "Pedro e o Mágico" (prémio Nacional de Literatura Infantil), entre outros. "Uma Frescura de Asas", o seu primeiro romance publicado.