OS OUTROS SEGREDOS
DE COVA DA IRIA


Iván Ceva

Deus é uma necessidade humana.
Nem todas as opiniões que põem em causa a existência do pai de Emanuel são insultos ou contra-sensos. São apenas e simplesmente liberdades da maior dádiva do Celestial, o pensamento.
Nas inquisições, como nas ditaduras, não pensamos: cumprimos.
Os romances jamais poderão ser contestados, porque nos encontramos no mundo da fantasia, da verdade mentida.
Há, porém, ainda, muitas outras coisas que Emanuel fez; e, se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Ámen.
Todos o louvam quando se faz o bem. Ninguém tem coragem de o maldizer quando deixa que se faça o mal.
É um negociante! Está à espera das nossas preces para salvar as inocentes crianças, ainda não pecadoras, de todo o mal.

CovaIria
352 páginas. Capa mole c/badanas
Formato 13,5×21,5 cm
ISBN 972-559-276-X
P.V.P. € 12,00 (IVA 5% incl.)

Estamos no ano 2417. Eis que a Virgem Maria reaparece a qua­tro videntes na Cova de Iria, agora capital de Portugal. Num século em que a sociedade portuguesa é ateís­ta, os quatro videntes procuram provar, através de diferentes lógicas e argumentos, a existência de Deus. A revelação de três segredos da Virgem Maria vem pôr à prova os esforços dos quatro videntes e, talvez mesmo, a própria fé e a existência de Deus tal e qual a concebemos do ponto de vista religioso. É essa mesma revelação que vai fazer o Homem deste século XXV meditar acerca das suas próprias origens.

... “Numa relatividade de tempo e espaço, como se o tempo e o espaço, grandezas não absolutas, dançassem em dois eixos perpendiculares, ora dando passos de dança para as coordenadas negativas como de ime­diato os davam para as coordenadas positivas...”
... “Eram muitas as entidades celestiais, os seres biolaser, que saíam dessa nave e que, em solo daquele planeta, atarefadamente trabalhavam numa criação importante.”...

... “Estávamos no ano 2221. Era papisa Joana II, que sucedeu a Gregório XVII. Era a segunda papisa depois de Joana I e ocupava o 270.º lugar entre todos os papas do Vaticano. Estava casada com a Beata Clementina.”...

– Reapareceu a várias pessoas, que imediatamente espalharam pelos outros a Boa Nova – esclareceria a Virgem Maria. – Finalmente, reapareceu aos Doze, estando eles reunidos, e que lhe lançaram em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, descrentes que estavam dos que o tinham visto já reaparecido.
– Como se as pessoas, incluindo os apóstolos, não tivessem o direito de duvidar... – ironiza Lídia. – Como se eles não tivessem a liberdade de pôr em causa uma ressurreição que, afinal, não passara de um reaparecimento que nada tivera a ver com o sobrenatural e a obra de um qualquer «espírito santo».
– Afinal Emanuel não chegara a morrer na cruz – conclui Jemima.